Alegria de Rua

A alegria de ajudar o próximo / The happyness on helping the other

Sobre

 

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Uau, já faz um tempo que ninguém escreve por aqui. Hoje queria falar um pouco do Edson e compartilhar a enorme alegria que sinto ao olhar para ele hoje, um flash vem logo em minha mente e mostra uma foto dele um ano atrás, na rua, bêbado, desesperado sem espectativa nenhuma de vida. Hoje vejo um homem trabalhador, feliz com a nova vida e com muita força para fazer o melhor de si em seu emprego, com carteira assinada.

Essa rápida história do Edson não foi assim tão simples, o “roteiro” parece um pouco com aqueles filmes onde você já espera algumas coisas acontecerem e no fim, dar tudo certo, mas algo inesperado acontece. Depois de um ano fora da rua, empregado, pagando aluguel, Edson teve uma recaída, voltou a beber, teve coma alcoólico duas vezes e se viu denovo à beira da sargeta.

Agora me diz, se você passa-se um ano ajudando o Edson, visse ele dar a volta por cima e depois colocar tudo a perder, voltando a beber o você faria?

Acho que a resposta, vem com outra pergunta: “O que Jesus faria?”

É muito fácil julgar e olhar somente para o nosso esforço, mas Edson tinha a grande dor rejeição da família, além de ser alcoolatra, só quem tem essa doença sabe o quanto é difícil…

Não foi fácil ver o Edson, no seu quartinho alugado, todo sujo, desarrumado, quase se parecendo com o Edson que conheci na rua… parecia que eu estava fazendo a coisa “errada” em ir atrás dele para estender a mão (denovo) ao invés de “lavar as mãos”, conversei muito com ele que ouvia tudo em silêncio, mas ao final, emocionado ele disse: “Igor… eu vou falar só uma coisa para você… Que Deus te abençõe!”

No outro dia, todos no trabalho sabiam que ele havia parado no hospital, levou uma suspensão de 3 dias, mas graças a Deus que tocou o coração de várias pessoas, ele não foi mandado embora e segue agora, mais firme do nunca.

Edson voltou a ir à igreja, deixou sua casa mais arrumada do que nunca, e aprendeu de uma vez por todas, que não pode se deixar abater pela dor, seja qual for, pois assim, ele tira o foco da felicidade e coloca na tristeza, que só o leva para baixo.

Agora, Edson só segue para frente e para cima.

Agradeço à Priscila que salvou seu emprego, ao Thiago e a Luciane do Alegria de Rua que sempre estiveram ao lado do Edson junto comigo.

Bom, é sexta-feira, dia de atuação lá em Santo Amaro, vou ligar para o Edson e chamá-lo para viver mais um dia como voluntário.

É impossível conter a emoção, quando vejo o Edson, numa situação tão triste, vislumbrando uma luz no fim do túnel, e me desejando o bem… quero estender essa benção a todos os voluntários do Alegria de Rua.

Sorrisos,
Igor

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